Posted by : Kamilo Ferreira quinta-feira, maio 17, 2012



Desapegue-se do seu corpo


Seu corpo não é nada, senão a existência que vem até você, a existência que lhe alcançou. É a existência mais próxima de você, isso é tudo. Seu corpo é somente o canto mais perto dela, e assim toda existência está aí — ela vai se espalhando. Uma vez que seu apego não existe mais, não há nenhum corpo para você; ou toda a existência tornou-se seu corpo. Você está por toda parte.

No corpo, você está em algum lugar; sem o corpo, você está por toda parte. No corpo, você fica confinado a um espaço particular; sem o corpo, você não tem nenhum confinamento. Eis porque aqueles que conheceram dizem que o corpo é um aprisionamento. Não que o corpo seja uma prisão, realmente, o apego a ele é o aprisionamento. Uma vez que seus olhos não estejam mais focalizados no corpo, você está por toda parte.

Sempre quando seu corpo é esquecido, jogado para o lado despercebidamente, inconscientemente, a alegria acontece a você. Através do Tantra e da Yoga você pode fazer isso metodicamente. Então isso não é um acidente; assim você é o mestre dele. Então isso não está acontecendo a você, assim você tem a chave em suas mãos e você pode abrir na hora que quiser. Ou, você pode abrir a porta para sempre e jogar a chave fora, não há necessidade de fechá-la novamente.


Alegria acontece também na vida ordinária, mas você não sabe como isso acontece. O acontecimento é sempre quando você não é o corpo — lembre-se disso. Então sempre quando você novamente sentir algum momento de alegria, fique consciente se nesse momento você é o corpo ou não. Você não será. Sempre quando a alegria é, o corpo não é. Não que o corpo desapareça — o corpo permanece, mas você não está apegado a ele. Você não está apegado a ele, você não está acorrentado a ele. Você pulou fora dele.

Você pode ter pulado fora devido à música, você pode ter pulado fora devido a um lindo nascer do sol, você pode ter pulado fora porque uma criança estava sorrindo, você pode ter pulado fora porque você estava apaixonado. Qualquer que seja a causa, mas você pulou fora por um momento — para fora do corpo. O corpo está aí, mas deixado de lado, você não está apegado a ele. Você pegou um voo.

Através dessa técnica, você sabe que aquele que está em toda parte não pode ser miserável; ele é jubiloso, ele é alegria. Assim quanto mais confinado você fica, mais miserável. Espalhe-se, empurre suas fronteiras para longe, e sempre quando puder, deixe o corpo de lado. Você olha no céu e nuvens estão flutuando: mova-se com as nuvens, deixe o corpo aqui na terra. E a lua está ali: mova-se com a lua. Sempre que puder esqueça do corpo, não perca a oportunidade – vá numa viagem. E então você ficará acostumado com o que significa estar fora do corpo.

Para estar no corpo, sua atenção é necessária para ficar nele. Então lembre-se — onde sua atenção estiver, você está lá. Se sua atenção estiver nas nuvens, você está lá. Se sua atenção estiver na flor, você está lá. Se sua atenção estiver no dinheiro, você está lá. Sua atenção é o seu ser. E se sua atenção não estiver em lugar nenhum, você está em toda parte.

Todo o processo da meditação é ficar em tal estado de consciência onde sua atenção não esteja em lugar nenhum, não há nenhum objeto para ela. Quando não há nenhum objeto para ela, não há nenhum corpo para você. Sua atenção cria o corpo. Sua atenção é seu corpo. E quando a atenção não está em lugar algum, você está por toda parte — júbilo acontece a você. Não é bom dizer que isso acontece a você — você é isso. Isso não pode lhe deixar agora; é o seu próprio ser.

Osho, em "The Book of Secrets"
Fonte Consciente: Palavras de OSHO

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